O dia dos pais já passou e acho lindas as declarações de amor de todo mundo, apesar de não entender muito esse trem, rs.
Mas acredito que é importante também celebrar as pessoas que estão na nossa vida com nomes diferentes, todos os dias.
Tem gente que não tem pai. Tem gente que não quer ter.
Tem gente que não referência biológica. Tem gente que não tem o que tradicionalmente se chama de família, mas o importante é homenagear diariamente as pessoas que te formaram, porque não se chega a lugar nenhum sozinho.
Sejam amigos (imaginários ou não), avós, primos, padrinhos, tios, ou pessoas que não tinham a mínima obrigação de estarem lá e por isso merecem o maior amor e o maior respeito que alguém poderia dar.
Não ligo para datas comerciais, mas acho que é no dia a dia que honramos, amamos e fazemos felizes com as pequenas e grandes escolhas as pessoas que mais importam e que mais se importam com a gente.
Feliz dia a dia, amados.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Ateu?
Não é que eu não quero acreditar. Ultimamente tenho desejado profundamente acreditar que existe realmente alguém cuidando de mim, de nós, e que nada é em vão. Que todos estamos aqui com uma missão, nem que ela seja morrer com 4 anos de vida devido a um câncer.
Pra quem foi criado e acreditou muito em determinada religião, é muito sério assumir que você abre mão de toda culpa confortante que lhe cercou durante anos. Que a páscoa é só chocolate e que o natal é só pra reunir a família.
Tem gente que acha que é fácil desacreditar, que é obra de "coisas ruins", mas o pior é que não é. É muito difícil se questionar internamente sobre esses assuntos. E acredito que se temos a habilidade de refletir, ela não veio a toa e muito menos emprestada de algo ruim que tenta dominar o mundo (tipo um doutor abobrinha, só que bem maltratado).
O mais difícil pra mim não é acreditar em um ser invisível capaz de ouvir todos no mundo.
Ou que pôde existir bondade humana a um extremo que só em livros podemos conhecer.
É difícil de acreditar que alguém tão bondoso possa condenar um povo a pragas bíblicas ou deixar de me aceitar porque eu cometi alguns pecados durante a vida.

É difícil de aceitar que o deus em que eu acredito invalida todos os outros credos, todas as outras religiões, que, aliás, não são religiões porque não são a minha. Que anula o ser humano que não é digno de seu amor, por simplesmente discordar de algumas coisas.
É difícil admitir que a lógica, apresentada pelos homens que escreveram um dos livros sagrados mais lidos e por outros que interpretam esses escritos, hoje ainda está correta: que alguns tipos de amor são proibidos ao invés de serem celebrados por não serem guerra, que as mulheres não tem valor nenhum ao invés de serem consideradas seres humanos, que a família só pode existir com pai e mãe ao invés de existir aonde tem amor.
Que escritos em um livro valem mais do que uma vida, do que a dignidade que as pessoas têm simplesmente por existirem e não porque fizeram sacrifícios ou temem a um ser intangível. Ser esse, o único que conhece o que vem depois da morte. Acho estranho a religião ser, principalmente, a meu ver, um jeito que encontramos de lidar com o medo da morte.
Que exista alguém ou algo superior a todos nós que permita, porque tudo é sua obra, que crianças morram de fome, que vidas sejam abandonas e que pessoas boas adoeçam e sofram em seus últimos dias o que nunca causaram a ninguém. Independentemente de qualquer justificativa karmica, não acho válido que alguma vida mereça sofrimento e não acho que nenhuma justificativa seja plausível para a dor e a tristeza.
Acho que prefiro acreditar que tudo é fatalidade da sociedade que evoluiu (des)controladamente e consequência das ações do homem. Que a fome, os desastres naturais, as doenças, de alguma forma estão ligados à (des)evolução do homem e não a uma punição ou a um castigo imposto e friamente planejado por alguém.
Prefiro acreditar que os milagres são obras dos homens. De sua inteligência e de sua fé, que não precisa ser religiosa, mas que se manifesta como força do pensamento.
Se esse é meu teste de fé, eu falhei, como diria uma amiga.
Mas se existe realmente alguma força, não acredito que eu vá ser punida simplesmente por usar dois dos dons, naturais ou criacionais, que todos temos: o pensamento e o livre arbítrio.
Só sei que não me limito a ter ou não determinada religião.
Tudo está sempre em transformação, quem dirá o meu deus.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Feliz dia dos lados.
No dia internacional da mulher, lembrei-me do Chico. O primeiro artista que eu conheci que deixou aflorar seu lado feminino nas composições de músicas que marcaram toda uma cultura popular, (talvez) sem se preocupar com os efeitos.
E ele não é mais ou menos homem (com sorte e um pouco de inteligência nem passou isso por sua cabeça) por escrever uma música como se fosse uma mulher, ele é o que é. O que somos. Femininos e masculinos dentro de um mesmo gênero.
Acho infantil acreditarmos que poesias que falam o quanto a mulher é especial por ser mulher podem retratar a complexidade de ser algo, alguém ou alguma coisa. Ser humano é possuir dois lados, é não caber dentro de um adjetivo. E não estar em conflito com nenhum deles é motivo de comemoração.
Ao invés de postar uma poesia bem comum ou discurso feminista bem batido, gostaria de refletir na obra do artista a comemoração de não precisarmos ser alguma coisa para sermos celebrados, somos tudo.
Feliz dia dos lados. Dos dentros fora e dos foras dentro. Da união do feminino e do masculino. Do indefinido, tão bom de ser humano. Chega de sexismo.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Unidade.
Sempre pensamos o eu como algo único.
Não só por nossa individualidade e personalidade. Não só porque não existe (?) outro ser igual a nós.
Mas porque nos condenamos a ser uma coisa só.
Crescemos aprendendo a revelar um único eu, sem imaginar que todos os outros ficam ali, às vezes quietos, às vezes mais manifestos do que podemos perceber.
Achamos que ser bonito é brilhar como um diamante.
Nos preocupamos com as estéticas manifestações externas e, assim, deixamos de conhecer as internas.
Esquecemos que comportamos dois e outros gêneros. Que somos masculinos e femininos.
Que diminuímos por dentro para crescer por fora. E que os anos passam para que possamos esquecer que um dia fomos melhores.
Enxergar nossa beleza mais invisível é aceitar nossa identidade independentemente do que está a nosso redor.
Espero poder ver o dia em que a expressão do autoconhecimento não seja taxada, julgada e agredida. Somente discutida, pois argumentar faz parte da nossa natureza.
E houve um tempo em que cabíamos dentro de tudo que somos feitos.
Agora tentamos encaixar no que sobrou.
Não só por nossa individualidade e personalidade. Não só porque não existe (?) outro ser igual a nós.
Mas porque nos condenamos a ser uma coisa só.
Crescemos aprendendo a revelar um único eu, sem imaginar que todos os outros ficam ali, às vezes quietos, às vezes mais manifestos do que podemos perceber.
Achamos que ser bonito é brilhar como um diamante.
Nos preocupamos com as estéticas manifestações externas e, assim, deixamos de conhecer as internas.
Esquecemos que comportamos dois e outros gêneros. Que somos masculinos e femininos.
Que diminuímos por dentro para crescer por fora. E que os anos passam para que possamos esquecer que um dia fomos melhores.
Enxergar nossa beleza mais invisível é aceitar nossa identidade independentemente do que está a nosso redor.
Espero poder ver o dia em que a expressão do autoconhecimento não seja taxada, julgada e agredida. Somente discutida, pois argumentar faz parte da nossa natureza.
E houve um tempo em que cabíamos dentro de tudo que somos feitos.
Agora tentamos encaixar no que sobrou.
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