Parei pra pensar em quanto tempo, dinheiro, emoções e vida apostamos nos outros. A gente gasta tanto depositando confiança em pessoas que acabamos de conhecer, por exemplo, mas quando o assunto é confiar em nós mesmos, parece que tem algo sempre mais importante. Investimos nas ideias e nos planos dos outros, nas empresas dos outros, mas as nossas ideias, os nossos planos, o nosso lado empreendedor, ficam escondidos, deixados pra depois.
Não é fácil se dar essa oportunidade e lidar com todos os poréns que ela traz (deixar de ter seu apartamento, ter menos grana, não ir mais aos lugares que você sempre ia), mas em alguns momentos da vida isso é necessário, aliás, mais do que necessário, é vital. Os nossos desencontros com o mundo e com nós mesmos podem nos levar a um lugar em que temos que decidir se vamos lutar ou se vamos nos entregar (seja à depressão, seja a um emprego em que você não é respeitado ou em que não acredita no que faz, seja a um relacionamento abusivo porque é o que tem pra hoje, seja pra um milhão de coisas às quais abaixamos a cabeça e deixamos passar, mas que nos marcam profundamente).
É difícil aceitar que nós merecemos uma chance, que nós somos algo que merece investimento. Conversando com uma amiga (Um tempo comigo), descobri que temos que nos arriscar a sermos nós mesmos.
É difícil aceitar que nós merecemos uma chance, que nós somos algo que merece investimento. Conversando com uma amiga (Um tempo comigo), descobri que temos que nos arriscar a sermos nós mesmos.
Vamos botar a cara no sol e ter coragem de apostar na única pessoa/coisa que vai dar resultados (positivos e negativos) pra gente até o fim da vida: nós mesmos. Mesmo que não saia como o planejado, sempre teremos esse risco tomado como uma vitória e como uma mudança na nossa autoestima e autoimagem: a gente vale a pena.