sexta-feira, 27 de abril de 2012

Rei do quê?

Era uma vez uma rainha.
Seu mundo era torto, como todo aquele que possuía somente um interesse: o próprio.
Mas os quadros ficavam bem na parede e os espelhos refletiam somente o que era de seu desejo.
Então, a aparência, que tanto a enrugava, seguia suas ordens.

Não espere, leitor, reviravoltas ou donzelas nesse pedaço de terra, pois era tão cheio de vazio que não havia entrada para quem tinha coração cheio.

Então, observava seus empregados como aquilo que eram: simples demais para entender uma mente tão peculiar.
Realmente eram simples os poucos que conseguiam restar, simples demais na arrogância, na falta de caráter e, principalmente, na falta de respeito.

Mente peculiar aquela que tenta desmandar uma personalidade para não ver nada crescer.
Como se aguasse demais uma planta, todos os dias.

Mas a verdade mais pura era que lhe faltava o amor.
Não aquele que vem e vai, vem e vai, mas o que queria ficar.
Ao seu redor preperava um lodo escorregadio, aprisionava alguns, mas não era a mesma coisa.

Pertencer não significa querer ficar.
Ser rei não significa mandar, pois quem tem poder é aquele que dá força para que o castelo de cartas não caia. O povo.

E você, o que anda sustentando por aí?


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